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Eta nóis (16/2/95)
O mito da peculiaridade brasileira, de que não somos parecidos com nenhum outro povo da terra, custa a acabar. Todos os povos, claro, se consideram diferentes de todos os outros, mas no nosso caso não é só um exagero de auto-estima, é uma precondição de existência. Precisamos do mito para nos governarmos e nos aturarmos. Nossa convivência como sociedade depende da vigência do mito. Não como folclore, consolo pelos nossos vícios (“brasileiro é assim mesmo”) e celebração das nossas espertezas e talentos, mas como crença firme, oficial, de que a Providência, por alguma razão, nos liberou das leis de causa e efeito que regem o resto do mundo. Talvez pela nossa simpatia.
CONTINUA...

Eta nóis (16/2/95)
O mito da peculiaridade brasileira, de que não somos parecidos com nenhum outro povo da terra, custa a acabar. Todos os povos, claro, se consideram diferentes de todos os outros, mas no nosso caso não é só um exagero de auto-estima, é uma precondição de existência. Precisamos do mito para nos governarmos e nos aturarmos. Nossa convivência como sociedade depende da vigência do mito. Não como folclore, consolo pelos nossos vícios (“brasileiro é assim mesmo”) e celebração das nossas espertezas e talentos, mas como crença firme, oficial, de que a Providência, por alguma razão, nos liberou das leis de causa e efeito que regem o resto do mundo. Talvez pela nossa simpatia.
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